quarta-feira, 6 de março de 2013

Filho único ou mais novo tem tendência maior a obesidade



Pesquisa dinamarquesa aponta que filhos únicos e caçulas de quatro irmãos têm, respectivamente, 44% e 93% mais chances de serem obesos aos 13 anos

Ser filho único ou caçula pode aumentar as chances de obesidade. É o que indica um estudo realizado pelos hospitais Frederiksberg e Bispebjerg, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e publicado nessa quarta-feira no periódico Plos One. De acordo com o levantamento, filhos únicos e caçulas de quatro irmãos têm, respectivamente, 44% e 93% mais chances de serem obesos aos 13 anos.

A obesidade, já considerada um problema de saúde pública, é uma condição relacionada a diversos fatores: genéticos, sociais e de interação com o ambiente. Nesse âmbito, o ambiente familiar pode apresentar grande influência no desenvolvimento de obesidade em crianças e adultos jovens. A fim de analisar essa relação, o estudo dinamarquês utilizou dados de 29.327 crianças, 323 jovens obesos e 575 jovens da população geral.

O estudo mostrou que o fato de ser filho único aumentava significativamente as chances de essas pessoas se tornarem obesas na infância ou no início da vida adulta. Aos 13 anos de idade, as chances de os filhos únicos serem obesos eram 44% maiores, em relação a crianças com irmãos. Já aos 19 anos, as chances de obesidade eram 76% maiores. Ser caçula também aumenta consideravelmente o risco de obesidade: ser o mais jovem de quatro irmãos, por exemplo, aumenta em 93% o risco de obesidade aos 13 anos. Aos 19 anos, no entanto, essa relação não foi encontrada.
Causas — De acordo com os autores, ainda não estão disponíveis evidências que expliquem as causas dessa relação. No caso dos filhos mais novos, por exemplo, uma possível explicação é o fato de que as mães dessas crianças têm mais idade e frequentemente maior peso do que tinham durante a gestação dos outros irmãos — fatores de risco reconhecidos para a obesidade dos filhos. Comparando o segundo com o terceiro filho, no entanto, não foram encontradas diferenças significativas no risco de obesidade, o que seria esperado levando em conta a influência de idade e peso da mãe. Para os pesquisadores, essa diferença pode estar relacionada a fatores psicológicos e de estrutura familiar.

Fonte: Veja
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Proteína embrionária controla a fome


Composto orgânico presente no desenvolvimento fetal reduziu a vontade de comer quando injetado em ratos. Pesquisadores acreditam que a descoberta pode, no futuro, ajudar no desenvolvimento de terapias contra a obesidade em humanos


Controlar a alimentação é tarefa exaustiva para muitas pessoas. Dietas, medicamentos, exercícios físicos e vigilância constante do peso estão na lista de cuidados para manter a saúde e a estética. Mas, quando os cuidados falham apesar de seguidos à risca, o problema pode estar ligado ao aumento constante da vontade de comer. É o que aponta um estudo do Baylor College of Medicine em Houston, no Texas, e da Universidade Shiga de Ciência Médica em Otsu, no Japão. De acordo com relatório publicado na revista Nature Communications, algumas células da medula óssea ligadas a proteínas que regulam a ingestão alimentar podem sofrer alterações e estimular o apetite.

Lawrence Chan, líder da pesquisa, explica que as células surgem da medula óssea ainda no desenvolvimento embrionário e são ligadas a uma proteína chamada Brain Derived Neurotrophic Factor (BDNF). Elas são responsáveis por equilibrar o apetite no hipotálamo, região reguladora do cérebro. Lá, alojam-se e fazem com que haja a sensação de saciedade após a ingestão do alimento. “O que não se sabia era que essas proteínas também podem ser encontradas após a formação do feto, na idade adulta. Elas se encontram com algumas células no sangue e voltam para o hipotálamo, onde se amplificam, sofrem alterações e contribuem para o aumento da fome”, diz Chan, professor de biologia celular e molecular.

O endocrinologista Sérgio Venci esclarece que as células produzidas pela medula óssea podem viajar para diversas áreas do organismo. “São produzidas no que chamamos de tutano do osso e circulam pelo sangue em várias partes do corpo. Cada uma tem preferência por um determinado lugar a fim de formar as funções essenciais para a vida humana.” Para saber como ocorre esse processo, os médicos Hiroshi Urabe e Hideto Kojima, que participaram da pesquisa, usaram ratos de laboratório e constaram que as cobaias que nasceram sem a capacidade de produzir células sanguíneas com quantidade significativa de BDNF se tornaram obesas e desenvolveram resistência à insulina, o que afeta a capacidade de metabolizar a glicose.

Já na idade adulta, as cobaias ficaram cerca de 24 horas sem serem alimentadas e os estudiosos marcaram as proteínas com uma substância radioativa florescente. Para a surpresa, encontraram células produtoras de BDNF em uma parte do hipotálamo chamada núcleo paraventricular. “As proteínas de BDNF migraram via corrente sanguínea e, como tiveram contato com outras células no sangue, em vez de regularem a fome, estimularam a vontade de comer”, afirma Chan.

Para controlar os impulsos de fome gerados nos roedores, os pesquisadores injetaram as proteínas BDNF livres de alterações — as encontradas no processo de formação embrionária em uma parte do cérebro chamada terceiro ventrículo. Com a indução das proteínas normais, foi comprovado que os ratos deixaram de sentir a vontade exagerada por comida e emagreceram. “De uma forma geral, o estudo representa um novo mecanismo pelo qual as células derivadas da medula óssea controlam a alimentação por meio de BDNF e poderia fornecer um novo caminho contra obesidade”, acredita Chan. Segundo ele, o estudo é um importante passo para cruzar as barreiras entre o sangue e o cérebro. “Isso pode acelerar o desenvolvimento de novas terapias contra o sobrepeso, bem como síndromes de desregulação do apetite, como anorexia nervosa e bulimia”, acredita. 

Outros fatores Coordenador do Serviço de Neurologia dos hospitais Santa Helena e Prontonorte, em Brasília, Claudio Carneiro explica que a descoberta mostra a capacidade das células de se regenerarem e como elas migram dentro do corpo. O especialista também acredita que a descoberta publicada na Nature Communications pode ser um prenúncio de uma nova alternativa para o controle do peso. “Pode ajudar em medicamentos que simulem a substância no organismo”, diz. Mas Carneiro chama a atenção para outros fatores que também estão envolvidos no aumento do apetite. “Além dos genéticos, há os orgânicos, como alterações de tireoide, que podem desencadear a obesidade.” 

Professor da Universidade Federal de São Paulo no Departamento de Fisiologia, Ricardo Mario Arida esclarece que, na última década, estudos têm investigado os efeitos das proteínas BDNF e a atividade física. “Pesquisas nessa área têm demonstrado que o exercício físico aumenta os níveis circulantes de BDNF em humanos saudáveis”. Para ele, essa é uma das explicações que levam a considerar como o exercício contribui para a atividade cerebral.
Arida explica ainda que a prática de exercícios estimula as proteínas que, no cérebro, melhoram as conexões e as comunicações entre os neurônios. “As proteínas têm também a função de diferenciação e de sobrevivência das células nervosas. Elas estão relacionadas à plástica cerebral e facilitam a conectividade entre os neurônios, resultando em melhor aprendizado e bom humor. Pessoas com sintomas de depressão e de ansiedade podem ter os efeitos revertidos quando têm em abundância as proteínas BDNF", conclui.

Fonte: Estado de Minas

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Lanches no trabalho podem engordar até 3kg por ano



Petiscos depois do almoço são geralmente oferecidos por colegas

Uma pesquisa desenvolvida pela The Village Bakery, uma padaria de produtos orgânicos, descobriu que fazer pequenos lanches no escritório, em frente ao computador, pode causar um aumento de até três quilos por ano em mulheres e dois quilos em meio para homens. Os resultados foram divulgados no jornal Daily Mail.

Os autores entrevistaram 2.000 homens e mulheres britânicos, sendo que metade disse petiscar no ambiente de trabalho para lidar com o estresse e 22% afirmou que precisa de um pouco de açúcar para ter mais animação na parte da tarde. Metade dos participantes admitiu ter ganhado peso nos últimos 12 meses como resultado de maus hábitos entre as refeições.

O relatório mostra que as pessoas consomem, em média, pelo menos dois lanches por dia, sendo que 30% delas comem três ou mais. As mulheres comem mais do que os homens - 13% delas disseram que chegam a comer mais de quatro lanches por dia. Os lanches mais comuns são biscoitos (42%), depois chocolate (38%), batatas fritas (32%) e bolos (13%). A maioria das tentações costuma ser trazida por colegas. Dentre os participantes, apenas 6% praticava alguma atividade física.

Os pesquisadores afirmam que o problema começa no almoço, com o consumo de comidas pouco saudáveis. O hábito leva as pessoas a comer guloseimas calóricas durante o resto do dia. Além disso, um quinto das mulheres passa a noite se arrependendo das calorias ingeridas durante o dia - por parte dos homens, a cobrança é menor. Mas isso funciona como um efeito dominó: como a pessoa já quebrou a dieta, não vê por que comer direito à noite também.

Fonte: Portal Minha Vida

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Obesidade pode desencadear gengivite



A obesidade é um problema de saúde que está afetando grande parte do mundo. Nos Estados Unidos, 34% da população são obesos. No Canadá, 36%. Na França, 10%. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 15,8% da população adulta são obesos e 48,5% têm sobrepeso. Assusta também a velocidade com que as crianças estão entrando na faixa de sobrepeso e obesidade, caracterizando uma epidemia. Além de aumentar o risco para doenças como diabetes tipo 2, câncer e cardiopatias, estudo publicado recentemente no jornal norte-americano General Dentistry afirma que a obesidade também é um fator de risco para a gengivite. 
 
De acordo com Charlene Krejci, coordenadora do estudo, o organismo de uma pessoa obesa produz citocinas sem parar. “As citocinas são proteínas com propriedades inflamatórias e podem lesar diretamente os tecidos gengivais, reduzindo o fluxo de sangue e resultando em doenças como a gengivite, por exemplo”. A especialista afirma que metade da população dos Estados Unidos com mais de 30 anos é afetada por doenças periodontais – que comprometem as estruturas que suportam os dentes. Como a gengivite também produz um conjunto de citocinas, o nível dessas proteínas inflamatórias na corrente sanguínea acaba desencadeando uma reação em cadeia. 
 
Na opinião de Luis Fernando Bellasalma, especialista em periodontia, independentemente do fato de o estudo mencionado ainda não ser conclusivo, é importante que as pessoas visitem pelo menos duas vezes ao ano o cirurgião-dentista para avaliar os riscos de desenvolver gengivite e determinar estratégias de prevenção.  
 
“A gengivite é a mais branda das doenças periodontais. Geralmente, é causada por falta de higiene apropriada e pode ser facilmente identificada quando há sangramento durante a escovação ou quando há presença de sangue nos alimentos que se está ingerindo. A falta de regularidade na escovação, a não inclusão do fio dental durante a higiene bucal, e o excesso de alimentos que se transformam em açúcar acabam favorecendo o aparecimento das placas bacterianas que liberam toxinas e irritam a gengiva”, diz Bellasalma. 
 
O especialista alerta para a evolução da gengivite, que, se não tratada adequadamente, pode evoluir para um quadro mais severo e acabar comprometendo a sustentação dos dentes ao destruir o osso e o tecido conjuntivo que sustentam o sorriso.  
 
Fontes: http://www.medicalnewstoday.com/releases/256021.php

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Obesidade pode levar à deficiência de vitamina D, mas o contrário não ocorre



Pesquisadores estimam que cada 10% de aumento no IMC leva a 4,2% de queda na concentração de vitamina D

A obesidade pode levar à deficiência de vitamina D, mas a deficiência de vitamina D não leva à obesidade. Essa é a principal conclusão de um amplo estudo que analisou dados de 42.024 participantes de 21 pesquisas, publicado nesta terça-feira no periódico científico Plos Medicine.

Para os autores, a descoberta tem grande importância para a saúde pública, uma vez que a obesidade vem crescendo em todo o mundo, o que indica que a deficiência de vitamina D também pode aumentar.
A vitamina D é produzida pela pele após a exposição ao sol, mas também pode ser obtida através da alimentação. Ela é encontrada principalmente em leite e derivados, além de peixes oleosos, como cação e salmão, ricos em ômega 3. A falta dessa vitamina pode causar, além de problemas ósseos, alterações na liberação de insulina e no controle da pressão arterial, por exemplo.
O estudo relacionou os principais genes ligados à obesidade com aqueles referentes à vitamina D, e a associação entre o aumento do índice de massa corporal (IMC - calcule aqui seu IMC) e a redução da vitamina D se mostrou muito consistente. Os pesquisadores estimam que cada 10% de aumento no IMC leva a 4,2% de queda na concentração de vitamina D mas, por outro lado, a deficiência de vitamina D não exerce influência sobre o IMC.
"Nosso estudo sugere que uma intervenção a nível populacional para reduzir a obesidade poderia levar a uma redução na prevalência de deficiência de vitamina D", afirmam os autores.
Fonte: Veja

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sibutramina pode ser proibida totalmente pela Anvisa


 
O uso descontrolado da sibutramina, que é usada para inibir o apetite, vem causando polêmica. No Brasil, ela é vendida com restrição desde dezembro de 2011, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda a proibição do medicamento por causa dos ricos à saúde. 

A advogada Tagiane Luiza usou durante um ano a sibutramina e sofreu os efeitos colaterais do remédio. Ela é a favor da proibição.

A Associação Brasileira de Nutrologia é contra a proibição e questiona a pesquisa usada como referência pela Anvisa. De acordo com o médico Fabiano Robert o estudo que reforça os riscos para o coração dos pacientes foi feito com pessoas que não são indicadas para fazer o tratamento com o remédio.


Nas ruas o assunto dá o que falar. A turismóloga Gabriela de Almeida está preocupada com a decisão da Anvisa. Ela começou o tratamento com a sibutramina há 3 meses, quando pesava 100 quilos, e está perto de perder a metade dos 30 que deseja.  

Veja também o que o gastroenterologista Bruno Sander fala sobre esse assunto, confira:

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=97295/noticia_interna.shtml

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Televisão é desculpa para vida social sem graça e saúde frágil

Quem vira refém do aparelho reclama da falta de amigos e do sobrepeso

Filmes, novelas, telejornais, programas de auditório: a televisão traz informação, entretenimento, emoção e uma solução prática para as horas de tédio. Mas, se você abusa do aparelho, pode acabar prejudicando a sua saúde. "Precisamos guardar um tempo para trabalhar, estudar e se divertir", afirma o psicólogo Tiago Lupoli. "Ficar muito tempo na frente da televisão acaba roubando o tempo que você usaria para outras atividades". Nem sempre, entretanto, é simples identificar quando a televisão serve como escape para a monotonia ou, ao contrário, é o que originou os momentos sem graça. Para ajudar a responder essa dúvida, especialistas fazem um apanhado dos principais problemas que surgem em consequência do exagero em frente ao aparelho, se você for vítima de dois deles ou mais, vale a pena rever seus hábitos.
 
Isolamento
 
Você é daqueles que troca o passeio com os amigos, o almoço de família ou um encontro amoroso pela sua série predileta? Uma vez ou outra tudo bem, mas fazer isso com frequência pode ser um sinal de que você está abusando da tela. Tiago Lupoli explica que isso pode chegar ao estágio de alienação. "Nessa situação, o paciente dedica a maior parte do seu tempo à TV e esquece compromissos e lazer", afirma. A consequência é o enfraquecimento dos laços com a família, os amigos e todas as outras pessoas do seu círculo social.

Se você sente que esse hábito já tomou conta da sua vida, procure ajuda profissional. Mas, se sente que ainda dá retomar hábitos saudáveis, diminua o tempo que passa assistindo televisão e tenha certeza de que ela não está atrapalhando as outras atividades do seu dia a dia. Outra dica: quando não der para perder aquele jogo, chame os
amigos para assistir com você.
 
Estresse
 
O dia de trabalho foi cansativo e você chega em casa querendo relaxar. A primeira atitude é ligar a TV para esquecer as preocupações? Se você respondeu que sim, pode estar cometendo um grande erro. O psicólogo Tiago Lupoli defende que as cenas de violência, os ruídos muito fortes e até mesmo os momentos em que o filme fica mais agitado podem gerar estresse mesmo sem que você perceba. As pessoas se envolvem com aquilo que estão assistindo e, se o seu objetivo for relaxar, opte por uma caminhada, uma aula de ioga ou até mesmo uma noite bem dormida.
 
Alimentação errada
 
Uma pesquisa feita pela área de medicina da Faculdade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas que ficam muito tempo na frente da televisão engordam mais. Isso acontece porque, quando está vendo TV, o metabolismo descansa e, por isso, precisa de menos energia para se manter ativo. Logo, o corpo queima menos calorias. De acordo com a nutricionista Roberta Stella, cores, texturas e sabores fazem parte dos alimentos. "Quando não prestamos atenção na quantidade de alimentos que colocamos no prato e nos envolvemos com uma atividade paralela, tendemos a comer mais do que realmente seria necessário", afirma.
 
Sono ruim
 
A chegada de luz aos olhos é o estímulo que desperta o corpo ou, pelo menos, foi durante muito tempo. Hoje os principais responsáveis pelo despertar são os irritantes barulhinhos do despertador, mas isso não inativou a sua capacidade de acordar quando os primeiros raios entram no quarto ou quando a os ruídos da rua ficam mais altos. "A televisão é um tubo que emite luz e muitos ruídos, desde diálogos até barulhos", afirma o médico Dirceu Valadares, presidente da Fundação Nacional do Sono (FUNDASONO). "O aparelho empurra o sono cada vez para mais tarde, as pessoas acabam dormindo menos e o tempo de descanso fica menor". Além disso, os estímulos nada harmônicos da TV podem até aparentemente estimular a sonolência, mas, na realidade, eles bloqueiam a fase mais profunda do sono, que permanece superficial. Siga a recomendação do especialista: "O quarto é lugar de dormir ou namorar, deixe a TV na sala ou em outro cômodo para garantir um bom descanso".
 
Sedentarismo
 
Se for bem dosada, a televisão te deixa bem informado, mas em excesso, você fica preguiçoso e sedentário. Existem casos em que a pressa para voltar ao sofá é tanta que você evita até sair de casa a pé, para não demorar muito. Além disso, o vício acaba tomando o tempo que você teria para fazer exercícios. O fisiologista do exercício Raul Santo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que o hábito de assistir TV é mais intenso em quem é sedentário ou sofre com a obesidade. "Essas pessoas costumam ficar mais em casa e se movimentar menos, por isso o aparelho se torna tão importante", afirma o especialista. O resultado não poderia ser outro: a situação vira uma bola de neve. Para se livrar desse péssimo hábito não tem jeito, o que vale mesmo é calçar o tênis e praticar atividade física. Mas se está difícil, comece com programas de TV que estimulam a atividade física ou até mesmo videogames com esse fim. Quem sabe assim você se inspira a correr para a academia?
 
Esquecer as obrigações
 
Você deixa de estudar para ver televisão? Ou chega atrasado ao trabalho porque ficou minutos a mais na frente da tela? A TV é inimiga da responsabilidade, quanto mais deveres a cumprir, maior a vontade de assisti-la. Nesse caso, a solução é algo que você provavelmente ouvia dos seus pais: primeiro a obrigação, depois a diversão. O psicólogo Tiago conta que, ao dividir o seu dia em fatias, e reservar com antecedência um tempo para cada atividade, você retoma o controle da rotina.
 
Fonte: Portal Minha Vida