segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dr. Bruno Sander participa de congresso, em Berlim.

 
Até o dia 16 de outubro, o médico cirurgião e gastroenterologista Bruno Sander, especialista em tratamento de obesidade com o uso do Balão Intragástrico, participa do Congresso Europeu de Gastroenterologia (EGW), em Berlim. Durante a semana, o médico irá participar de aulas, apresentações e acompanhar casos clínicos com especialistas do mundo todo.  

terça-feira, 8 de outubro de 2013


Dr. Bruno Sander fala sobre a técnica do Balão Intragástrico para o tratamento da obesidade, no Jornal da Alterosa.


Na última sexta-feira, dia 4, o Jornal da Alterosa 1ª edição exibiu uma entrevista com o Dr. Bruno Sander sobre o uso do Balão Intragástrico para a perda de peso. A repórter Regiane Moreira entrevistou profissionais sobre o procedimento, conversou com a empresária Pollyanna Azevedo, que perdeu 25kg com a técnica e ainda a cantora Nolli que acabou de colocar o balão e tem narrado a experiência pela internet.
 
Acesse o link abaixo e assista o vídeo com a entrevista completa:
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Balão intragástrico é o 'queridinho da vez' para quem quer emagrecer

 

Proibição da venda de inibidores de apetite pela Anvisa, aumento do índice de obesidade no país e complicações e riscos da cirurgia bariátrica influenciam opção de quem quer e precisa perder peso.

Apesar da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) não ter os números de quantos balões intragástricos são colocados no Brasil anualmente, a alta demanda é sentida pelos próprios médicos. Cirurgião geral, gastroentorologista, endoscopista e especialista em tratamento de obesidade com balão intragástrico, Bruno Sander afirma que a explosão da demanda foi sentida de um ano e meio para cá e coincide com a decisão da Anvisa de proibir os inibidores de apetite. “Desde 2009, a cada ano que se passa, a colocação do balão cresce 50% em relação ao ano anterior. Em 2012, eu colocava 25 balões por mês. Neste ano, são 35 a cada 30 dias”, revela.

Balão intragástrico: entenda o procedimento
Qualquer pessoa que tem o IMC maior que 27 pode fazer a colocação do balão intragástrico que fica 6 meses no estômago do paciente. Bruno Sander explica que é considerado obeso quem tem o IMC acima de 30. Grávidas e pacientes que já fizeram alguma cirurgia no estômago não podem passar pelo procedimento. “Se uma mulher engravidar com o balão, precisa retirá-lo imediatamente”, observa.

A colocação do balão intragástrico pode ser repetida quantas vezes o paciente quiser desde que respeitado um intervalo de dois meses. “É uma proposta de emagrecimento saudável, não há nada que agrida o organismo, é apenas um impulso mecânico para causar saciedade no paciente. É um paliativo”, explica Jimi Scarparo.

Crianças podem colocar o balão 
Crianças acima de 12 anos podem colocar o balão intragástrico desde que tenham um laudo psiquiátrico que comprove a maturidade do paciente para entender o procedimento e mudar o estilo de alimentação. É indispensável também o acompanhamento dos pais em todo o processo. “No caso de crianças e adolescentes, pai e mãe são diretamente responsáveis. Se os pais não colaborarem, o resultado não será satisfatório, é preciso uma mudança alimentar da família toda”, afirma Bruno. 
Nesses casos, Bruno enumera os fatores principais para realizar o procedimento: “a criança tem que querer perder peso; os pais têm que estar dispostos a mudar os hábitos alimentares e a obesidade”. Segundo ele, uma criança obesa tem 90% de chance de ser tornar um adulto obeso. “Isso pode gerar uma série de problemas de saúde”, explica. 

Pode estourar?
O balão é feito de silicone e preenchido com soro e corante azul. “Caso ele se rompa, a urina sai dessa cor. Isso não representa risco. O que precisa ser feito é a substituição”, explica Bruno Sander. O médico alerta, entretanto, que se o balão não for retirado e substituído existe um risco de o material descer para o intestino e obstruí-lo. “Isso é muito raro. A descrição da literatura médica aponta o rompimento em dois pacientes para cada mil”, diz. 

Ele conta que o Brasil registrou um caso desses em 2002. “O balão se rompeu, o paciente não procurou o médico porque já estava próximo à data de retirada e precisou passar por uma cirurgia”, explica. Nos raros casos em que o rompimento acontece, o produto é retirado também por endoscopia. 

Recuperação 
Os sete primeiros dias são considerados período de adaptação e o paciente pode ter vômitos e dor. “Pacientes relatam uma dor parecida com a cólica menstrual, dor em aperto, como se uma mão estivesse apertando e soltando o estômago”, explica. É importante dizer que o limiar de dor é individual e alguns pacientes podem achar o incômodo mais forte. 

Quando começar a se exercitar 
O paciente pode retornar ao trabalho entre três e cinco dias após colocar o balão. As atividades físicas são recomendadas 15 dias após o procedimento. 

Resultados 
Jimi Scarparo diz que ainda existem poucos estudos que avaliam a eficiência da colocação do balão intragástrico. “O índice médio de emagrecimento é 20% do peso total. Dos que emagrecem, 60% voltam a engordar”, afirma. Novamente, o especialista aponta a falta de empenho do paciente. “Aquele que não se propõe a mudar a vida e não consegue sustentar hábitos saudáveis vai engordar novamente”.

Bruno Sander diz que os pacientes que conseguem manter o peso perdido por até um ano após o procedimento, a porcentagem de ganho cai drasticamente e a tendência é manter. “A literatura médica mundial aponta que 20% dos pacientes ganham até metade do peso que perderam no primeiro ano após a colocada do balão e 80% tendem a ter um reganho de peso de até 10% do que perderam também no primeiro ano”.
Fonte: Site Saúde Plena - Portal UAI

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Excesso de gordura corporal aumenta risco cardiovascular independente do peso

 
Pesquisa afirma que concentrações acima da média favorecem morte por doença cardíaca
 
Novas evidências sugerem que adultos com um peso saudável, mas com alta porcentagem de gordura corporal, estão em maior risco de doenças cardiovasculares e morte por qualquer causa. O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da Dartmouth-Hitchcock Medical Center (EUA) e publicado em setembro no American Journal of Cardiology.

Olhando para os dados sobre 1.528 pessoas com um índice de massa corporal normal (
IMC), os autores descobriram que um em cada cinco homens e quase uma em cada três mulheres teve um percentual de gordura corporal acima do que é considerado saudável. Os pesquisadores analisaram dados de pesquisas nacionais de nutrição, olhando especificamente para adultos com peso normal que tinham 70 anos de idade, em média. Níveis de gordura corporal elevados foram definidos como acima de 25% para os homens e acima de 35% entre as mulheres. Um total de 902 dos participantes morreram durante os anos, incluindo 419 casos de doença cardiovascular.

A equipe não encontrou diferenças na forma como as pessoas com altos níveis de gordura corporal, independente do IMC, morreram de qualquer causa. As mulheres do estudo com excesso de gordura corporal tiveram uma chance 57% maior de morrer por causas relacionadas com o coração dentro de 11 anos, comparadas às mulheres com uma boa quantidade de gordura corporal. Os homens com excesso de gordura também enfrentaram um maior risco de morte cardíaca após a marca de 11 anos.

Segundo os autores, esse dados indicam que o IMC, o método mais utilizado para o diagnóstico de obesidade, não é preciso o suficiente para diagnosticar as chances de uma pessoa ter ou não alterações metabólicas associadas - que no geral são decorrentes do excesso de gordura corporal.
 
Fonte: Portal Minha Vida