Conheça as causas, sintomas e tratamento dessa doença, que favorece o aparecimento de
inúmeras doenças e ganho de peso.
Seu intestino é preso, irregular ou solto demais? Então vale a pena descobrir o que é a disbiose intestinal. O intestino é um imenso filtro capaz de favorecer ou impedir
a entrada de determinados nutrientes e, até mesmo, de substâncias que podem ou
não ser prejudiciais à saúde. Se a parede do intestino está em bom estado, os
nutrientes são bem absorvidos e as toxinas presentes nas fezes não conseguem
penetrar na corrente sanguínea. O contrário acontece quando suas paredes estão
prejudicadas e a flora bacteriana está em desequilíbrio, gerando ou facilitando
o aparecimento de doenças.
Quando esta flora é abalada, o
organismo fica sujeito à passagem de toxinas para a circulação portal. É a disbiose intestinal, transtorno no qual as bactérias da flora normal
ficam em minoria e o organismo torna-se debilitado, já que a capacidade de
defesa orgânica diminui.
Segundo o gastroenterologista Bruno Sander, especialista
em tratamentos para obesidade, essa situação altera a mucosa intestinal,
provocando aumento da permeabilidade a açúcares intactos e diminuição na
seletividade na absorção de outras substâncias, como toxinas, bactérias,
proteínas ou peptídeos não digeridos que ativam o sistema imunológico e o levam
à fadiga.
“A disbiose
pode também ser causa ou coadjuvante no desenvolvimento de doenças crônicas
degenerativas como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, bem como
pancreatites, obstipação (a famosa "prisão de ventre"). Além de diarréia,
alergias e intolerâncias alimentares, infecção vaginal recorrente,
fibromialgia, mudança de humor, fadiga, síntrome do cólon irritável, câncer e
por aí vai”, completou o especialista.
Situações como uso de medicamentos (antibióticos principalmente), estresse, uso de laxantes,
infecções, dieta inadequada, constipação intestinal, podem fazer com que haja
um desequilíbrio desta população bacteriana. “Os principais sintomas são
a distensão abdominal, queimação e flatulência logo
após a refeição, indigestão, diarreia, constipação, restos alimentares mal
digeridos nas fezes, língua branca e mau hálito”, disse Sander.
Tratamento
De acordo com o médico, o tratamento é feito
principalmente através da alimentação. “No início, devem-se retirar todos os
alimentos possivelmente alergênicos e substituí-los por uma alimentação
adequada, além do uso de probióticos”.
Ele alerta que ao perceber alguns desses sintomas é
preciso passar por uma avaliação médica ou procurar um nutricionista para
esclarecer dúvidas e montar um plano alimentar adequado.
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